Doença prevenível e tratável caracterizada por limitação persistente ao fluxo aéreo, geralmente progressiva, associada a resposta inflamatória aumentada nas vias aéreas a partículas ou gases nocivos (principalmente tabagismo).
Anormalidade da estrutura ou função renal presente por >3 meses, com implicações para a saúde. Definida por TFG <60 mL/min/1,73m² e/ou marcadores de lesão renal (albuminúria, alterações sedimento, histopatologia, imagem, transplante).
Acúmulo abrupto de líquido no interstício e alvéolos pulmonares por aumento da pressão capilar pulmonar (cardiogênico) ou aumento da permeabilidade (não cardiogênico). Emergência com insuficiência respiratória aguda.
Obstrução de artérias pulmonares por trombos, geralmente oriundos de TVP de MMII. Espectro de assintomático a instabilidade hemodinâmica.
Infecção do endocárdio/valvas cardíacas. Pode ser aguda (S. aureus) ou subaguda (estreptococos).
Presença de tecido endometrial fora do útero (ovários, peritônio, septo retovaginal). Afeta 10% das mulheres em idade reprodutiva.
Destruição permanente de alvéolos com hiperinsuflação. Tipo enfisematoso da DPOC.
Cefaleia primária recorrente, caracterizada por crises de dor pulsátil, geralmente unilateral, de intensidade moderada a grave, associada a náuseas, fotofobia e fonofobia. Pode ser precedida por aura.
Subtipo raro de enxaqueca com aura caracterizado por fraqueza motora (hemiparesia) durante a aura, que pode durar minutos a dias.
Tendinopatia de inserção dos extensores do punho no epicôndilo lateral. Causa comum de dor no cotovelo.
Inflamação do epidídimo, geralmente infecciosa. <35 anos: ISTs (Chlamydia, Gonorreia). >35 anos: uropatógenos (E. coli).
Doença cerebral caracterizada por predisposição persistente a gerar crises epilépticas e pelas consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais. Diagnóstico: ≥2 crises não provocadas com intervalo >24h, ou 1 crise + risco de recorrência >60%.
Epilepsia caracterizada por crises que se originam em uma região focal do córtex cerebral, podendo permanecer focais ou generalizar secundariamente.
Epilepsia caracterizada por crises que se originam simultaneamente em ambos os hemisférios cerebrais, sem início focal.
Infestação cutânea pelo ácaro Sarcoptes scabiei. Transmissão por contato direto prolongado.
Infecção por Streptococcus pyogenes (grupo A) produtora de toxina eritrogênica. Faringite + exantema característico.
Doença neurodegenerativa fatal caracterizada por degeneração progressiva dos neurônios motores superiores e inferiores, resultando em fraqueza muscular progressiva, atrofia e eventualmente paralisia respiratória.
Doença desmielinizante do SNC. Lesões disseminadas no tempo e espaço.
Defeito congênito do tubo neural caracterizado por falha no fechamento da coluna vertebral, podendo envolver meninges e/ou medula espinhal.
Espondiloartrite seronegativa. Inflamação crônica da coluna e sacroilíacas. Mais comum em homens jovens.
Doença parasitária causada pelo Schistosoma mansoni, transmitida por caramujos do gênero Biomphalaria. Forma aguda raramente diagnosticada; forma crônica hepatoesplênica pode causar hipertensão portal.
Doença mental com sintomas positivos (alucinações, delírios) e negativos (abulia, embotamento afetivo).
Atividade epiléptica contínua por >5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas. Emergência neurológica com risco de dano cerebral permanente e morte se não tratada rapidamente.
Acúmulo de gordura hepática (>5%) na ausência de consumo significativo de álcool. Prevalência 25-30% globalmente, associada à síndrome metabólica.
Obstrução à ejeção do VE pela valva aórtica. Degenerativa (calcificada) é a causa mais comum em idosos. Bicúspide em jovens.